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Vamos recordar o que estabelece a Teoria das Restrições (TOC). Theory of Constraints.

A capacidade máxima de produção de um sistema, seja ele de bens tangíveis ou de serviços será dada pela capacidade do seu “Gargalo”. A região à montante do gargalo, ou seja, as células/processos de produção que o antecedem dever ser acionadas pelo Gargalo que é quem irá determinar a capacidade máxima de processamento do sistema, esta região recebe a denominação de região não crítica e deverá ser PUXADA (subordinada) ao gargalo.

O próprio gargalo e a região à jusante do gargalo, ou seja, a região que o sucede, deve ser acionada em sua capacidade de produção plena, de modo a disponibilizar os produtos que já passaram pelo gargalo para comercialização o mais rápido possível, transformando-os em receita. Esta região recebe a denominação de região crítica e deve ser EMPURRADA.

 

O acionamento da região não crítica à sua capacidade plena irá gerar filas e ou aumento de estoques em processo, uma vez que o Gargalo não terá capacidade de processá-los.

 

O conceito BDR (Buffer, Drum, Rope) cujas iniciais que significam;

 

Buffer – Pulmão ou amortecedor

Drum – Tambor

Rope – Corda

 

Baseia-se na teoria das restrições ou TOC (Theory of Constraints).

O tambor (Drum) dá o ritmo da produção e representa o GARGALO.

O pulmão (buffer) ou amortecedor, permitirá que haja um estoque de peças antes do gargalo garantindo que o gargalo não pare de funcionar, uma vez que a produção perdida no gargalo é irrecuperável. Sua função é absorver a variabilidade dos processos que antecedem ao gargalo e sua capacidade é determinada com base em horas de produção.

A corda (rope) significa o elo de ligação entre o gargalo e os processos que o antecedem, sejam eles células/processo de produção ou suprimento de materiais. A corda puxa os processos/materiais na medida da capacidade de processamento do gargalo. Isto significa que a corda puxa e liga todos os processos que antecedem o gargalo e vai acionar toda a cadeia de suprimentos até o fornecimento da matéria prima, ou seja, ao início do processo.

Veja a imagem abaixo.

Mas o que “ACIONA” o processo?

Via de regra o ACIONAMENTO do processo ocorre quando o pulmão tem a sua capacidade reduzida a um nível abaixo de sua capacidade projetada.

Vamos agora a algumas considerações:

  • Quando puxamos a produção toda a cadeia de suprimentos será acionada em sua “data mais tarde” o que significa postergar o desembolso.
  • Quando empurramos a produção disponibilizamos os produtos para venda e sua “data mais cedo” e antecipamos a receita.

Desta forma estamos reduzindo o CICLO DE CAIXA da empresa e sua necessidade de investimento em Capital de Giro (NCG). Vale esclarecer que Empresa são avaliadas pelo seu Fluxo de Caixa Livre descontado à uma taxa de desconto adequada ao risco do negócio.

O Fluxo de Caixa Livre é dado pela expressão abaixo.

(+)   LAJIDA/EBITDA

(-)    CAPEX

(-)    VARIAÇÃO DO CAP. GIRO

(-)    IMPOSTOS

(=)   FLUXO DE CAIXA LIVRE

Ora, se estamos reduzindo a necessidade de investimento em capital de giro estamos melhorando o Fluxo de Caixa Livre. Se estamos melhorando o Fluxo de Caixa Livre estamos aumentando o valor da empresa, ou seja, ESTAMOS CRIANDO VALOR.

Podemos comprovar, portanto, que a gestão de operações CRIA VALOR para a empresa. A GESTÃO DE OPERAÇÕES é uma ferramenta importante para a criação de competitividade sustentável.